Postado por: Raquel Borsari em 06/jan/2014 |

Morre o escritor e poeta Maxs Portes

Filho ilustre de Caratinga deixou eternizada a sua obra

O poeta e escritor Maxs Portes faleceu nesta madrugada de segunda-feira (06/01), em Caratinga. Segundo familiares, o caratinguense lutava há cerca de dois anos contra um câncer de pulmão, mas nas últimas semanas seu quadro de saúde se agravou em virtude de uma pneumonia.

O corpo do escritor está sendo velado na Igreja Nossa Senhora do Carmo, na rua da Piedade, no bairro Esplanada. O enterro está previsto para acontecer às 17h, no Cemitério São João Batista.

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Maxs Portes era reconhecido como um dos filhos ilustres de Caratinga. Era detentor de um talento nato para a escrita. Lançou importantes obras para a literatura brasileira.Das obras infantis como “Que febre de mosquito” à coleção surpresa com livros como “Com os pés na cabeça” e tantas outras obras que ficarão eternizadas. Ao longo da carreira escreveu 69 livros, publicou quarenta e recebeu cinquenta e quatro prêmios nacionais, sendo que duas de suas obras foram adotadas pelo Ministério da Educação.

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A cidade de Caratinga sempre teve a sua importância para Maxs, ele chegou a escrever um livro desta experiência de vida. Uma paixão que não escondia nas poucas entrevistas que foram concedidas ao longo da carreira. Ao programa Vereda Literária, Maxs falou sobre a cidade natal. “Me sinto muito feliz em ter nascido em Caratinga. Talvez quem beba daquele fonte se torne eterno, não no tempo cronológico, mas no tempo interno.  Eu saí de Caratinga fisicamente, mas sempre estive em Caratinga nas minhas raízes imaculadas”,  destacou.

 

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Em Caratinga, seu mais recente trabalho na cidade foi na atuação como assessor técnico de Cultura e Patrimônio na Prefeitura de Caratinga, na gestgão do ex-prefeito João Bosco Pessine. Maxs Portes deixou o seu nome e o seu trabalho eternizados na cidade e compartilhou o seu talento com todos os brasileiros.

 

 

Sequence 01De acordo com o ex-secretário de cultura da cidade, Juarez Gomes de Sá, a convivência de mais de trinta anos foi de aprendizado. “Um poeta e um ser humano de muita grandeza. Guardo dele a lembrança de um amigo”.

 

 

 

 

 

 

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O enfermeiro e amigo que acompanhou o escritor em seus últimos anos de vida, Simão Sabino, relembrou os cerca de cinco anos de amizade e a luta pela sobrevivência após o diagnóstico da doença. “Ele soube do câncer há cerca de três meses. Ele começou o tratamento e eu comecei a acompanhá-lo. Estou perdendo um grande amigo”, desabafou.

 

 

 

 

 

Lysias Leitão que aprendeu a admirar o trabalho do escritor e matinha contato frequente geralmente às terças-feiras em encontros casuais em um bar da cidade, no denominado momento “terça-nobre” também lamentou a morte do amigo. “A obra que ele deixou será imortalizada”, destacou ressaltando ainda um trecho da obra Memórias da casa de dentro em que ele dizia “minha casa tinha três portas e nem uma janela. Não era o debruçar-se para o mundo, era entrar ou sair”. De acordo com Lysias “este era o Maxs, ele estava na ativa, o tempo todo entrando e saindo nas suas poesias, nos seus livros”.Sequence 01_2

 

 

 

 




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