Postado por: Raquel Borsari em 14/dez/2018 |

Crise na Saúde: Hospital Nossa Senhora Auxiliadora reduz atividades por tempo indeterminado

O hospital passou a atender somente casos de urgência e emergência; dívida do hospital se aproxima dos R$ 30 milhões

A grave crise financeira vivida pelo Hospital Nossa Senhora Auxiliadora (HNSA), em Caratinga, fez com que a Mesa Diretora da instituição hospitalar tomasse a difícil decisão de reduzir suas atividades por tempo indeterminado. A informação foi repassada, durante a sexta-feira (14/12), numa entrevista coletiva, pelo provedor do hospital, padre Moacir Ramos Nogueira. O hospital passou a atender somente casos de urgência e emergência.
 
Aos jornalistas, padre Moacir disse que vários motivos levaram à redução das atividades do hospital. O provedor pontuou os três principais motivos que obrigaram a administração do hospital a tomar esta medida provisória.
 
O primeiro é o atraso das parcelas mensais de R$ 500 mil do governo de Minas Gerais. O governo de Minas não faz o repasse para o hospital há quatro meses. O montante faz parte do valor R$ 6,5 milhões autorizado, em caráter excepcional, no ano passado, pelo governo estadual, para que fosse repassado em treze parcelas mensais de até R$ 500 mil no período compreendido entre dezembro de 2017 a dezembro de 2018.
 
O segundo é a não renovação do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com os 13 municípios da Microrregião de Saúde de Caratinga, que foi proposto pelo Ministério Público (MP), para ajudar a manter o funcionamento do hospital. O TAC previa o valor R$ 1 por habitante a ser repassado, mensalmente, por cada um dos municípios, o que equivale a R$ 178 mil.
 
O terceiro e último principal motivo da redução das atividades do hospital tem relação com o Fundo Nacional de Saúde (FNS). Houve um corte de 30%, o que representa R$ 155 mil.
 
O tempo que o hospital estiver com suas atividades reduzidas, segundo padre Moacir, será usado pela administração para organizar a casa e rever os contratos com os municípios. E, ainda de acordo com o provedor, mesmo em meio a tantas dificuldades financeiras, o hospital não deixou de atender seus pacientes. Padre Moacir disse que o custo mensal do hospital gira em torno de R$ 1,7 milhão e as receitas não têm sido suficientes para cobrir todas as despesas.
 
O provedor ressaltou que esta medida deveria ter sido tomada nos meses de agosto ou setembro. A administração só conseguiu manter o hospital funcionando integralmente, até então, devido ao recebimento de algumas emendas parlamentares e às doações feitas pelas paróquias da Diocese, pela Mitra Diocesana e pela sociedade.
 
Padre Moacir também falou sobre a dívida milionária deixada pelas gestões anteriores e herdada pela atual administração do hospital. Hoje, a dívida do hospital se aproxima dos R$ 30 milhões. O provedor finalizou a entrevista dizendo que não irá desistir do hospital. Padre Moacir convocou toda a sociedade para abraçar esta causa juntamente com a atual administração e salvar o hospital.




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