Postado por: Raquel Borsari em 28/nov/2018 |

Último investigado na operação Fogo Amigo por suspeita de homicídio em Cordeiro de Minas é preso pela Polícia Civil no ES

Henrique, morador de Vargem Alegre, é investigado por suspeita de participação na morte de Paulo dos Reis, de 57 anos. O corpo de Paulo foi encontrado carbonizado dentro de um carro em 7 de setembro deste ano na área da Cenibra

Henrique de Souza da Silva, de 28 anos, que é da cidade vizinha de Vargem Alegre, estava foragido e foi localizado pela Polícia Civil, durante esta terça-feira (27/11), em Santa Teresa, no Espírito Santo (ES), região serrana do estado capixaba.

O terceiro e último suspeito investigado na operação Fogo Amigo foi preso por força de um mandado de prisão temporária e conduzido à Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) de Caratinga.

O delegado Rodrigo Cavassoni, responsável pelas investigações que deram início à operação Fogo Amigo, contou detalhes sobre a prisão de Henrique. “Dando continuidade à operação Fogo Amigo, o Serviço de Inteligência da Polícia Civil conseguiu descobrir que o Henrique estava foragido na cidade de Santa Teresa. Na data de hoje, nos deslocamos para lá e com o apoio das Polícias Militar e Civil, logramos êxito em encontrá-lo na residência de uma amiga e efetuamos a prisão”, disse o delegado.

Henrique foi capturado cinco dias após a deflagração da operação Fogo Amigo. No dia 22 de novembro foram presos temporariamente os suspeitos Silvanio Domingos Soares e Cynthia Cordeiro da Silva. Os dois foram presos durante o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca e apreensão em residências nas cidades de Ipatinga e Periquito. Segundo a Polícia Civil, Silvanio foi preso em Periquito e Cynthia em Ipatinga.

O três são investigados por suspeita de participação no assassinato de Paulo Rodrigues dos Reis, de 57 anos. O corpo de Paulo foi encontrado carbonizado em 7 de setembro deste ano, dentro de uma picape Fiat Toro Freedom, que também foi destruída pelo fogo, em Cordeiro de Minas, distrito de Caratinga. A picape pertencia à vítima, que era moradora do bairro Veneza II, em Ipatinga.

“Verificamos que o Paulo, a vítima, no dia 7 de setembro, foi encontrado carbonizado dentro do próprio carro, na área da Cenibra, próximo a Cordeiro de Minas. As investigações se iniciaram e foi possível apurar que no dia do fato, o Paulo promoveu um churrasco em sua residência no fim da tarde. Ele convidou algumas pessoas, entre elas, a Cynthia e o Silvanio. Inclusive, o Silvanio já era amigo do Paulo há mais de 20 anos. No dia do churrasco, por volta das 18h50, o Paulo recebeu uma mensagem via WhatsApp e saiu. Falou para os convidados: ‘estou saindo e daqui a pouco eu volto’. Passou o tempo e o Paulo não voltava. Segundo o Silvanio e a Cynthia, eles tentaram entrar em contato com o Paulo e conseguiram por volta das 19h44 falar com ele. E, que ele falou: ‘estou no Centro de Ipatinga e daqui a pouco estou retornando. Na verdade, não retornou, foi levado para o local do crime e como foi noticiado pela imprensa à época, ele foi encontrado carbonizado”, relatou o delegado em entrevista concedida no último dia 22.

As investigações da Polícia Civil apontam que o suspeito Henrique é quem teria feito o contato telefônico com o Paulo e marcado um encontro com ele. “Esse contato era de fim amoroso e sexual, que eles teriam, e o Henrique combinou um lugar com o Paulo e conseguiu atrai-lo até o local. Foi rendido e levado para a área da Cenibra. Posteriormente, descobrimos que o Silvanio teve contato com o Henrique antes, durante e após o crime”, informou o delegado.

Os funcionários da Cenibra detectaram o carro da vítima em chamas às 20h17 do dia 7 de setembro. O delegado disse que foi possível apurar também que, logo após o crime, por volta das 20h, o Silvanio encontrou o Henrique. “Provavelmente, o Paulo já tinha sido assassinado, Silvanio encontra o Henrique e passa a ter posse do celular da vítima e do cartão bancário dela”, disse o delegado.

Conforme a Polícia Civil, dias após o crime, o suspeito Silvanio foi flagrado por câmeras de segurança utilizando o cartão bancário da vítima para realizar compras em Governador Valadares. “Quatro dias depois do crime, a Polícia Civil teve conhecimento que a conta bancária da vítima estava sendo movimentada. Foi possível aferir que no dia 11 de setembro, na cidade de Governador Valadares, ocorreram algumas compras, usando o cartão de débito da vítima. Posto de gasolina, padaria e loja de material esportivo. Conseguimos obter imagens que mostra claramente o Silvanio em seu veículo, que é um Fiat Toro de cor preta, usando o cartão da vítima”, disse o delegado.

Durante a operação Fogo Amigo, o celular da vítima também foi encontrado e apreendido. Para a Polícia Civil, uma prova de suma importância. “O celular da vítima estava logado na conta Google. Então, no dia do crime a gente conseguiu perceber toda a trajetória que ela fez. Às 18h50 ela saiu de casa e foi para um local próximo do crime. No local do crime não tem sinal de internet, então, não foi até o lugar exato, mas bem próximo. E, por incrível que pareça, o celular da vítima retorna após o assassinato para a residência dela, onde o Silvanio estava. Isso que comprova que realmente o Silvanio encontrou o Henrique nesse lapso temporal e retornou para a sua residência. Demonstrando total desprezo com a vida humana. Um amigo de longa data volta para a casa dele, espera a polícia chegar e finge que nada está acontecendo”, comentou o delegado.

O inquérito policial que investiga a morte de Paulo ainda não foi concluído e as investigações estão em andamento. A Polícia Civil tem até 30 dias para concluir o inquérito. Os suspeitos devem ser indiciados por homicídio qualificado (motivo fútil e uso de fogo). Com a prisão de Henrique, a Polícia Civil espera elucidar a motivação do homicídio.

“Iremos colher o depoimento do Henrique e esperamos que agora a gente possa entender o porquê desse homicídio e como foi praticado”, completou o delegado.




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