Postado por: Raquel Borsari em 08/nov/2018 |

QUINTA DE FEIRA

Entressafra e preço de outras unidades da Ceasa influenciam e elevam custo do tomate, batata-baroa e inhame, em Caratinga

O produtor rural José Geraldo da Cruz saiu do Córrego São Silvestre, zona rural de Inhapim, e chegou à unidade da Ceasa em Caratinga ainda na madrugada desta quinta-feira (08/11), por volta de 04h. Há 30 anos, todas as segundas e quintas ele faz este trajeto para expor as mercadorias que produz em sua propriedade. Hoje ele trouxe queijo, pimentão e pepino caipira. Ele estava vendendo a caixa do pimentão a R$ 20 e do pepino a R$ 10.
O gerente da unidade Caratinga da Ceasa, Alexandre Vagner Barbosa, explicou que o preço dos produtos são definidos pela “lei da oferta e procura”. A Ceasa não interfere no mercado em si, na quantidade ofertada, no custo das mercadorias e forma de pagamento entre comprador e produtor.
“A gente informa a quantidade que adentra dos produtos. A gente faz a somatória da mercadoria que chega da região e anuncia para eles quanto tem de tomate, quanto tem de outros produtos, para eles terem uma base do que está sendo comercializado para terem uma noção de quanto vão estar pedindo no produto. Por isso que a gente tem a variação de preço aqui na Ceasa. Um produtor pode ter vendido tomate aqui hoje a R$ 70 mas também tem produtor que pode ter vendido a R$ 50.”, disse Alexandre.
E falando em tomate, o preço dele está em alta, e Alexandre explicou por quê: “Neste período, alguns produtores acabaram a horta, que eles fazem a rotação, e ainda não deu tempo de colher a horta nova. Além disso, o preço de outras unidades da Ceasa, como Contagem, de outros estados, até, influenciam. Porque se o preço lá aumenta, interfere no daqui, já que muitos produtores, muitos comerciantes da região deixam de abastecer aqui para abastecer estes outros mercados onde o preço está mais significativo, o que acaba elevando o preço na nossa Ceasa.”
Mas a grande elevação no preço se deu mesmo em relação à batata-baroa, seguida do inhame. O preço da baroa, em comparação com semanas anteriores, praticamente dobrou. A caixa está custando, em média, R$ 120.
O importante é negociar. É o que fez Antônio Aquino. Ele, que é feirante, conseguiu comprar uma caixa de tomate a R$ 25. Um jogo de paciência para saber a hora certa de fechar o negócio.
Cerca de 200 produtores expõem, nos dois dias de funcionamento da Ceasa de Caratinga, seus produtos. O movimento é sempre intenso e atrai compradores não só da região, mas de outros estados também.
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