Postado por: Raquel Borsari em 01/nov/2018 |

4º LIRAa: Caratinga continua em situação de alerta para doenças transmitidas pelo Aedes aegypti

Durante o levantamento, a maioria dos focos de larva do mosquito foi encontrada nas casas. Em 2018, até 24 de outubro, foram notificados 99 casos de arboviroses

O resultado do quarto Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti foi divulgado pela Vigilância em Saúde durante a quarta-feira (31/10), em entrevista coletiva. O LIRAa foi realizado entre os dias 23 a 25 de outubro e apontou um Índice de Infestação Predial (IIP) de 1,9%. O índice demonstra que Caratinga continua em situação de alerta para arboviroses – dengue, chikungunya e zika vírus – doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

“O risco de epidemia existe. O risco de surtos localizados também. Nosso propósito de convocar a imprensa foi o de chamar atenção da população. Infelizmente, mais uma vez, a gente viu nesse LIRAa que a população continua criando o mosquito dentro de suas residências. Então, enquanto não houver uma mudança de hábito da população, o risco de uma epidemia de arboviroses existe”, disse o coordenador de Vigilância em Saúde, José Carlos.

Foram visitadas cerca de 2 mil casas em quatro grandes áreas da cidade, que a Vigilância em Saúde chama de extratos. Segundo o coordenador de Vigilância em Saúde, 95% dos focos de larvas do mosquito foram encontrados dentro das residências.

A maioria dos focos foi encontrada, por exemplo, em depósitos em obras, borracharias, hortas, calhas, lajes em desníveis, sanitários em desuso, piscinas não tratadas, cacos em muros e toldos. Além de barris, toneis, tambores, vasos, frascos com água, pratos e caixa d’ água.

No último levantamento, realizado em agosto deste ano, o índice ficou em 2%. O índice recomendado pelo Ministério da Saúde é de 1%. Inferior a 1%, o município está condições satisfatórias. De 1% a 3,9%, em situação de alerta e superior a 4% há risco de surto arboviroses.

O LIRAa é feito quatro vezes por ano para identificar os criadouros predominantes e a situação de infestação do município. Além de permitir o direcionamento das ações de controle para as áreas mais críticas. A área I (Das Graças, Seminário, Zacarias, Piedade, Nova Esplanada, Rodoviários,
Santa Zita, Silva Araújo, Texaco) foi a que apresentou o maior índice de infestação: 2,5%.

Já a área II (Anápolis, Bom Pastor, Cândido José Placides, Santa Cruz, Muriaé, Caixa D’água, Santa Luzia, Boa Vista, Tãozinho Vilela) foi a que teve o menor índice de infestação: 1,2%. A Vigilância em Saúde vai intensificar o trabalho nos locais de maior infestação.

Não existe tratamento específico para as arboviroses. Portanto, a única forma de acabar com o mosquito é a prevenção, mantendo o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros.O coordenador de Vigilância em Saúde também ressaltou que ainda há certa resistência por parte da população em receber os agente de combate à dengue. “Então, vamos abrir as portas para os nossos agentes”, completou José Carlos.

Em 2018, até 24 de outubro, foram notificados 61 casos de dengue, 33 de chikungunya e 5 de zika vírus. Destas 99 notificações de arboviroses, 6 casos de dengue e 8 de chikungunya foram confirmados por exame laboratorial. A dengue, chikungunya e zika vírus são doenças virais e quando aparecer os sintomas é importante que a pessoa procure o serviço de saúde mais próximo.

 

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