Postado por: Raquel Borsari em 06/jun/2018 |

PC dá detalhes sobre caso de empresário desaparecido há três meses, em GV

Para a polícia, ‘Edimilson do Gás’ foi assassinado

Edimilson Alves Fernandes, de 42 anos, está desaparecido desde o último dia 02 de março. Ele era dono de uma distribuidora de gás, no bairro Maravilha, em Governador Valadares, e sumiu depois de sair para fazer uma entrega.
Após 3 meses e 3 dias do desaparecimento do empresário, a Polícia Civil deu detalhes sobre o caso. “O nosso primeiro passo foi descobrir quem atraiu o senhor Edimilson de dentro de casa. Nós sabíamos que ele recebeu uma ligação na noite da sexta-feira (02/03), então nós representamos ao poder judiciário, quebramos o sigilo dos dados telefônicos dos dois números do senhor Edimilson, onde nos revelou que, precisamente, às 21h17 daquela data, ele recebeu a ligação de um número final ‘0145’, que o atraiu de casa. Cinco minutos depois, pela sincronização do telefone, via conta de e-mail dele, nós vimos que o telefone já estava totalmente fora de área.”, detalhou o delegado Luciano Cunha.
 
Mesmo sem o corpo, sem nenhuma motivação aparente, a Polícia Civil concluiu que ‘Edimilson do Gás’ foi assassinado em um galpão que fica há 200 metros da casa dele. “Uma moto localizada incendiada, esta questão dos telefones, as pessoas que estão envolvidas (com índoles voltadas à prática criminosa), tudo leva a isso. A gente acredita que eles utilizaram de um galpão e ali o senhor Edimilson foi assassinado por asfixia, via enforcamento. É uma forma plausível pois nós estivemos neste galpão, o periciamos, vimos que é um local que chamaria pouca atenção, é grande – onde seria possível amordaçar sem despertar atenção, sem utilização de instrumento que desse sangue ao local (para uma posterior vistoria), – e ali (utilizando-se de veículo) transportaram, na madrugada, até desovar este corpo onde, infelizmente, até hoje, não conseguimos apontar com mais precisão.”, informa Luciano Cunha.
 
Três homens e uma mulher foram presos: Uildo Alves Rodrigues, conhecido como “Branco”, de 43 anos, e Rossini Alves Dias, de 38 anos; além de Theophilo Gonçalves da Cunha Neto, de 22 anos. Segundo o delegado, dois deles são irmãos e agentes penitenciários com passagens por tentativa de homicídio e comércio irregular de armas. “Após muita investigação, cruzamento, troca de informações, local de ligações, chegamos a três investigados. Os irmãos Uildo e Rossini; além de Theophilo. Então, a partir desta situação, uma outra coisa que nos mostrou que estávamos na linha certa. Ao oficiarmos para a operadora para ver se algum outro número havia sido habilitado no IMEI do aparelho – que foi utilizado para efetuar a ligação – uma operadora de telefonia nos esclareceu que entre novembro a dezembro de 2017, uma linha telefônica cadastrada no nome de Larissa Modesto da Silva, de 26 anos, esteve vinculada a este aparelho de telefone. E quem é Larissa? Esposa do indiciado Theophilo. Aí as coisas começaram a se fechar. Então, de pronto, não havia mais dúvidas do envolvimento destas pessoas. Mesmo porquê o último contato do senhor Edimilson foi com esta linha ‘0145’. Logo, alguém teria que explicar quem ligou, para onde foi, qual seria a entrega de gás. Enfim, sabemos que tudo isso foi uma emboscada.”, aponta.
 
No dia do crime um dos suspeitos pediu o carro de um vizinho emprestado. A polícia acredita que o veículo tenha sido usado para carregar a vítima. A moto de Edimilson foi encontrada por um pescador no dia 25 de março, na Lagoa Santa Luzia, que fica perto da obra do novo Hospital Regional de Valadares, mas o corpo não foi localizado. “Por volta de 21h o Uildo Branco vai até um churrasco e pede um carro emprestado. Veja os senhores, exatamente 25 minutos antes de estarem em poder da vítima, e o Branco tinha dito que entregaria o carro, no máximo, em 30 minutos. Ele ainda afirmou que utilizaria o automóvel para levar a filha que estava adoentada até o Hospital Municipal. Esse carro foi entregue por volta de 01h ou 01h30 da madrugada, do sábado, dia 03, com os bancos totalmente molhados, com galhas agarradas no veículo, arranhões e sujo de poeira. Ou seja, obviamente não foi trajeto nenhum de hospital.”
 
A polícia não descarta a possibilidade de crime de pistolagem: “Se não tinha problema, nenhum conflito entre eles, então pode ser que haja um autor intelectual, um mandante deste crime.”
 
Quatro irmãos e dois sobrinhos de Edimilson, que acompanharam as declarações do delegado durante a coletiva, ficaram chocados com o desfecho do caso. Segundo os familiares, todos os suspeitos eram conhecidos da vítima. A esperança da família é encontrar o corpo.
 
Fonte: TV Alterosa – Parceira do Super Canal
Sequência 13.03_42_14_25.Quadro130 Sequência 13.03_42_38_12.Quadro131 Sequência 13.03_44_36_21.Quadro132




Loading Facebook Comments ...
 





    

insta media tv supercanal