Postado por: Raquel Borsari em 11/abr/2018 |

Justiça realiza segunda audiência do processo que apura episódio conhecido como ‘mensalão de Caratinga’

O escândalo político de corrupção estourou em 2012. A terceira e última audiência do caso tem como objetivo interrogar os réus, e acontecerá em 17 de abril

A segunda audiência de instrução e julgamento do processo que apura o episódio conhecido como mensalão de Caratinga teve início às 13h desta terça-feira (10/04). Um esquema de pagamento de propina teria sido montado durante o governo do então prefeito petista João Bosco Pessine, um dos oito réus do processo, para comprar o apoio da maioria dos vereadores e garantir as aprovações de projetos de interesse da Prefeitura de Caratinga.

Entre os denunciados à Justiça de Caratinga pelo Ministério Público (MP) está o ex-vereador Altair Soares, o “Tairinha”. Altair foi um dos primeiros a chegar ao Fórum Desembargador Faria e Sousa e preferiu não fazer declarações à imprensa. Tairinha aparece em um dos vídeos entregues ao MP. O vídeo foi gravado em 19 de maio de 2010. O ex-vereador aparece nas imagens em conversa com o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo à época, Edson Soares de Oliveira, apontado pelo MP como o entregador do dinheiro aos políticos.

A audiência é a fase do processo em que o juiz ouve as partes envolvidas antes da sentença. A audiência realizada nesta terça foi destinada a ouvir as testemunhas arroladas pelas defesas dos réus Edson, Edwy Gonçalves de Oliveira Júnior, Altair e o atual vereador Ricardo Heleno Gusmão, que também ocupava uma cadeira na Câmara de Caratinga no governo Pessine. O Super Canal conversou com a defesa de Tairinha. O advogado Alexandro Delabela disse que seu cliente não recebeu nenhum dinheiro e que irá provar a inocência dele.

O ex-prefeito João Bosco também participou da segunda audiência, mas, mais uma vez, preferiu não falar com a imprensa. Edwy Júnior, ex-chefe de gabinete no governo João Bosco, apontado também pelo MP como o entregador do dinheiro, não quis falar com o jornalismo do Super Canal.
Os outros réus do processo são: a ex-secretária de Fazenda, Angelita Lelis; os ex-vereadores Emerson da Silva Matos, o “Irmão Emerson” e Ronilson Marcilio Alves.

O escândalo político de corrupção estourou em 2012, quando o MP deflagrou uma operação para o cumprimento de mandados de busca e apreensão nas sedes da prefeitura, da Câmara e nas casas dos envolvidos no processo. Naquela época foram apreendidos documentos, 15 computadores, R$ 30 mil em espécie e R$ 250 mil em cheques. Ninguém foi preso.

O caso que ficou nacionalmente conhecido como mensalão de Caratinga foi denunciado pelo ex-servidor público municipal, Robson Ferreira Bastos, que atuava na prefeitura como assessor de geoprocessamento. 78 vídeos gravados em um pen drive foram entregues ao MP.

De acordo com as acusações do MP, os envolvidos não comprovaram a origem do dinheiro investigado. Na época dos fatos a justificativa apresentada seria uma relação de empréstimos. O MP afirma que nenhum documento relativo aos supostos empréstimos foi fornecido ou localizado nos órgãos públicos e residências dos investigados durante o cumprimento da medida cautelar de busca e apreensão.

O processo foi ajuizado pelo MP no começo de 2017. O processo segue em andamento na Comarca de Caratinga e o juiz responsável pelo processo é Consuelo Silveira Neto. A terceira e última audiência do caso tem como objetivo interrogar os réus, e acontecerá em 17 de abril.

 

 

 

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