Postado por: Raquel Borsari em 03/abr/2018 |

Mensalão de Caratinga

Justiça realiza a primeira audiência de instrução e julgamento do caso

Os vídeos vieram à tona no início do ano de 2012. O início de um escândalo e o caso recebeu repercussão nacional e o título de Mensalão de Caratinga. As imagens foram denunciadas por um ex-servidor público da prefeitura de Caratinga e apontavam um possível pagamento de propina a vereadores para aprovação de projetos de lei de interesse da Prefeitura de Caratinga na gestão do ex-prefeito João Bosco Pessine.
 
Após a denúncia, uma operação foi realizada pelo Ministério Público. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão
 
Nesta terça-feira (03/04), aconteceu a primeira audiência de instrução e julgamento, no Fórum Desembargador Faria e Sousa, sobre o caso.
 
Os réus neste processo são o ex-prefeito de Caratinga, João Bosco Pessine; a ex-secretária de Fazenda, Angelita Lelis; o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Edson Soares de Oliveira; o ex-chefe de Gabinete, Edwy Gonçalves de Oliveira Júnior; e os ex-vereadores Altair Soares, o “Tairinha”; Emerson da Silva Matos, o “Irmão Emerson”; Ronilson Marcílio Alves; e o atual vereador Ricardo Heleno Gusmão, que na época também ocupava uma cadeira no poder legislativo.
 
Neste primeiro momento foram ouvidas as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, bem como pela defesa do réu João Bosco e da ré Angelita. Segundo informações do processo, “consta do acervo investigatório que nos anos de 2009 a 2011, no município de Caratinga, o então prefeito João Bosco, a ex-secretária Angelita, o ex-secretário Edson (coordenador de campanha política de João Bosco) e Edwy Júnior (ex-presidente do diretório municipal do Partido dos Trabalhadores) associaram-se em quadrilha para o fim de cometer crimes”.
 
Ainda segundo as investigações, com o intuito de angariar o apoio da maioria dos membros do Poder Legislativo, para garantir a aprovação de projetos do Poder Executivo, bem como evitar a efetiva fiscalização dos atos do Prefeito João Bosco, juntamente com Angelita, foi articulado um verdadeiro esquema de pagamento de propina a vereadores de Caratinga. O esquema ilícito mencionado consistia na entrega de dinheiro aos políticos através de Edson Soares e Edwy Júnior.
 
De acordo com o Ministério Público, os envolvidos não comprovaram a origem do dinheiro investigado. O repasse foi flagrado em vídeo. Na época dos fatos a justificativa apresentada seria uma relação de empréstimos. “Nenhum documento relativo aos supostos empréstimos foi fornecido ao Ministério Público ou localizado nos órgãos públicos e residência dos investigados durante o cumprimento da medida cautelar de busca e apreensão”, informa o processo.
 
A ação foi ajuizada pelo Ministério Público no início de 2017. O processo segue em andamento na Comarca de Caratinga e o juiz responsável é Consuelo Silveira Neto. Serão no total três audiências, sendo a segunda no próximo dia 10, destinada a oitivas das testemunhas arroladas pelas defesas dos réus Edson, Edwy, Altair e Ricardo. A terceira e última audiência que tem como objetivo interrogar os réus, também já foi marcada e irá acontecer no dia 17 de abril.
 
O MENSALÃO
 
Reveja a operação realizada pelo Ministério Público: https://www.youtube.com/watch?v=BCy34jtmMH4
 
Conforme ampla cobertura do jornalismo do SC na época dos fatos, os vídeos foram denunciados por um ex-servidor público que atuava na prefeitura de Caratinga como assessor de geoprocessamento, protagonizando o maior escândalo político da cidade. As imagens de vereadores recebendo dinheiro dentro da Prefeitura levantaram a suspeita de um esquema de mensalão em Caratinga. Um possível pagamento de propina a vereadores para aprovação de projetos de lei de interesse da Prefeitura de Caratinga.
Uma operação foi realizada em 24 de janeiro de 2012, foram apreendidos documentos, 15 computadores, R$ 30 mil em espécie e R$ 250 mil em cheques. As buscas foram feitas nas sedes da prefeitura, da Câmara e nas casas do prefeito, do chefe de gabinete e dos secretários e vereadores suspeitos. Ninguém foi preso. O material apreendido na operação e 78 vídeos gravados em um pen drive foram entregues ao Ministério Público em Belo Horizonte.
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