Postado por: Raquel Borsari em 24/nov/2017 |

Advogado de Sérgio Condé vai recorrer da decisão que condenou o vereador a mais de 4 anos de prisão por corrupção passiva

Não há provas materiais nem testemunhais da suposta conduta imputada a Sérgio, diz advogado

A defesa de Sérgio Antônio Condé, o advogado Max Capella Araújo, afirmou que vai recorrer da decisão que condenou o vereador a mais de 4 de prisão em regime semiaberto por corrupção passiva e concussão. Segundo Max Capella, não há provas materiais nem testemunhais da suposta conduta imputada a Sérgio. Para a defesa de Serginho, o que há são palavras das supostas vítimas em sentido contrário às palavras do vereador.

A defesa do vereador disse ainda que, quando o centro da questão é político, as perseguições e os conluios, arquitetados para prejudicar homens públicos que trabalham em prol da coisa pública em detrimento de interesses particulares, são inevitáveis.

É o que aconteceu com o vereador Sérgio, conforme o advogado. Max Capella informou que irá recorrer à segunda instância do Tribunal de Justiça (TJ) para estabelecer e fazer valer a verdade nesse processo.

Serginho foi condenado em primeira instância após ser denunciado pelo Ministério Público (MP). Segundo apurado, quando era Presidente da Câmara de Vereadores, Serginho passou a exigir das vítimas, de forma indevida, o repasse mensal de parte dos salários delas como condição para continuarem ocupando seus cargos comissionados no legislativo municipal. A propina era entregue pessoalmente pelas vítimas ao vereador, no gabinete dele. Uma das vítimas não aceitou a exigência e foi exonerada na semana seguinte. Serginho esteve suspenso do cargo de vereador por determinação judicial até o final do processo. Depois do afastamento de Serginho, em 02 de maio deste ano, o suplente dele, Sebastião Inácio Guerra foi empossado pela Câmara.

Serginho também foi condenado a pagar a cada uma das três vítimas arroladas no processo pelo Ministério Público, os valores de R$ 9 mil, R$ 6 mil e R$ 12 mil, respectivamente, de uma única vez, para reparação dos danos causados a elas em decorrência dos atos praticados pelo acusado. Valores repassados pelas vítimas ao réu e não restituídos.

A Justiça decretou ainda a perda do cargo de Serginho. Para a Justiça, não há dúvida sobre a gravidade dos crimes reiteradamente cometidos, nos quais o denunciado, presidente da Câmara à época dos fatos, em patente desvio de finalidade e em abuso de poder, exigiu e solicitou parte dos salários dos servidores comissionados para manutenção em seus cargos.

Na decisão, o juiz Consuelo Silveira Neto ressaltou que a conduta praticada pelo réu é incompatível com o cargo por ele ocupado, o que gera uma grave violação de seu dever para com a Administração Pública, sendo imperiosa a decretação da perda do mandato.

 

 

 

 




Loading Facebook Comments ...
 





    

Banner-Super-Canal

santamonica1foto1 (1)favenicdsl