Postado por: Raquel Borsari em 10/nov/2017 |

Casos de sífilis em adultos, gestantes e bebês tiveram aumento de até 28% em 2016, segundo dados inéditos do Ministério da Saúde

A sífilis na gravidez pode causar aborto do feto e má-formações ósseas, por exemplo, um cenário que pode ser evitado se houver tratamento correto

Em meio a uma epidemia, os casos de sífilis em adultos, gestantes e bebês tiveram aumento de até 28% em 2016, segundo dados inéditos do Ministério da Saúde.
 
Ao todo, foram detectados 37.436 casos de sífilis em gestantes no último ano, o que representa um aumento de 14,7% em relação a 2015 -quando houve 32.561 casos notificados.
Já os casos de sífilis congênita, quando a doença é transmitida aos bebês, somaram 20.474 registros, um crescimento de 4,7%.
Em termos de incidência, isso indica uma taxa 6,8 casos a cada mil nascidos vivos – muito acima da meta proposta pela Organização Mundial da Saúde para eliminação da doença, a qual prevê taxa de detecção igual ou menor a 0,5.
 
Apesar do aumento, análise do ministério com base em dados dos anos anteriores e em registros preliminares deste ano indicam sinais de uma primeira desaceleração da epidemia, que havia se agravado desde 2014 com o desabastecimento de penicilina.
 
Uma projeção a partir dos dados registrados no primeiro semestre, por exemplo, indica a chance de queda em parte dos casos -seriam, assim, 30.470 casos em gestantes e 17.818 em bebês neste ano.
 
Mesmo diante da trégua, os dados ainda são considerados altos pela equipe técnica.
Entre os desafios, está a queda no uso de preservativos, uma vez que a doença é transmitida sexualmente, e o baixo percentual de diagnóstico precoce da doença em gestantes, o que aumenta o risco de transmissão e sequelas ao bebê.
Em 2016, apenas 37% das grávidas com sífilis tiveram diagnóstico ainda no primeiro trimestre de gravidez, como é recomendado.
 
O cenário se agrava diante do risco de complicações da doença. A sífilis na gravidez pode causar aborto do feto e má-formações ósseas, por exemplo, um cenário que pode ser evitado se houver tratamento correto.
Se os bebês não forem tratados antes de um mês de vida, podem sofrer danos como cegueira, surdez e retardo mental.
Diante do problema, a pasta lançou uma nova campanha para alertar sobre o diagnóstico precoce e tentar reduzir o número de novos casos da doença em bebês. Também anunciou nova compra de penicilina para tratamento de gestantes e bebês, o que deve garantir o abastecimento até 2019.
 
Outro desafio é diminuir o número de casos de sífilis em adultos. No último ano, o crescimento foi de 28% em relação a 2015, o que levou a um total de 87.593 casos registrados.
Mas enquanto nos casos em gestantes e bebês a previsão é de redução, em adultos, a perspectiva é de que haja aumento nos registros neste ano. São esperados ao menos 94.460 casos, de acordo com os dados do Ministério da Saúde.
 
Fontes: TV Brasil / Folha de São Paulo
Sequência 40.00_51_38_12.Quadro044 Sequência 40.00_51_39_12.Quadro045 Sequência 40.00_52_03_13.Quadro046 Sequência 40.00_52_35_28.Quadro047 Sequência 40.00_52_53_02.Quadro048 Sequência 40.00_52_58_26.Quadro049 Sequência 40.00_53_11_24.Quadro050 Sequência 40.00_53_38_07.Quadro051 Sequência 40.00_55_25_11.Quadro052 Sequência 40.00_56_07_10.Quadro053




Loading Facebook Comments ...
 





    

Banner-Super-Canal

santamonica1foto1 (1)favenicdsl