Postado por: Raquel Borsari em 09/out/2017 |

Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher passa a funcionar em novo endereço em Caratinga

Delegacia da Mulher conta com toda uma equipe para dar suporte para as vítimas

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) passou a funcionar nas dependências do prédio da Delegacia Regional de Polícia Civil, que fica no bairro Limoeiro (Avenida João Caetano do Nascimento, nº 717), em Caratinga. Antes, a Delegacia da Mulher funcionava em um imóvel do bairro Dário Grossi.

A delegada regional Luzinete Maria de Sá destacou que a mudança foi motivada para otimizar o atendimento às vítimas de violência doméstica e outros tipos de violência. “Trata-se de um ambiente adequado, onde a vítima não ficará exposta e ela terá um atendimento mais digno. Teremos várias salas. Um gabinete para delegado, dois cartórios, um ambiente para os investigadores de polícia e colocaremos uma brinquedoteca nos próximos dias, além de outros setores necessários ao bom atendimento da Polícia Civil”, disse a delegada regional.

A delegada de Polícia Civil, Nayara Travassos, informou à população que o expediente da Delegacia da Mulher continua com o mesmo horário: das 08h30 às 12h e das 14h às 18h30. A delegacia de plantão funciona de segunda a domingo, 24 horas por dia, e oferece atendimento a essas vítimas fora desse expediente. A Delegacia da Mulher conta com toda uma equipe para dar suporte para as vítimas.

Com a mudança para o novo endereço, as mulheres vítimas de algum tipo de violência também não precisarão mais se deslocar de um local para outro, para requerer, por exemplo, a medida protetiva, instrumento que visa manter o agressor sem acesso à mulher agredida.

A ‘Lei Maria da Penha’ completou 11 anos de vigência em agosto deste ano. A lei é considerada pela Organização das Nações Unidas (ONU) como a terceira mais eficaz de combate à violência doméstica do mundo. Apesar de as vítimas estarem mais dispostas a denunciarem as agressões, ainda há um grande número de casos registrados de violência contra a mulher.

“As mulheres estão mais conscientes hoje. O que ainda atrapalha um pouco e que deve ser trabalhada por toda a comunidade, porque não é uma coisa que a polícia sozinha conseguiria, é a relação de dependência que a gente vê. Não só econômica, como psicológica também. Então, é preciso que os familiares, os amigos, as pessoas com essas mulheres que estejam vivendo essa situação, entendam que elas não estão nessa situação porque querem. Mas porque têm uma relação de dependência, principalmente, psicológica, que a meu ver é muito mais difícil de se transpassar do que a própria dependência financeira”, comentou a delegada Nayara.




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