Postado por: Raquel Borsari em 20/set/2017 |

“Queremos casas”: populares manifestam e pedem posicionamento do poder legislativo

Ocupação prossegue em loteamento no Conjunto Habitacional

 

Com cartazes “nós pagamos aluguel” e “queremos casas” populares manifestaram na noite de ontem (19/09) em frente à sede do poder legislativo, onde acontecia a tradicional reunião. Os manifestantes buscam um posicionamento dos vereadores e a intermediação com o poder executivo para a construção de casas populares no loteamento ocupado no Conjunto Habitacional, em Caratinga.

A Polícia Militar foi acionada para garantir a segurança de manifestantes e de demais integrantes do poder legislativo. O trânsito chegou a ficar lento nas proximidades. Os moradores erguiam seus cartazes e buscavam por respostas.

Conforme mostrado pelo SC em edições anteriores, a demarcação no loteamento teve início no mês de setembro. Reveja: https://www.youtube.com/watch?v=KkLlxfxeYiA. Cerca de 200 famílias demarcavam neste terreno do Conjunto Habitacional, destacando que estão enfrentando situações financeiras difíceis. Alguns sem condições de seguir pagando o aluguel do local onde residem, outros a ponto de serem despejados e muitos desempregados. Eles reforçaram que estão no local de forma pacífica e que querem um diálogo com o prefeito de Caratinga.

Na época, atendendo a solicitação do Super Canal a assessoria de comunicação da Prefeitura de Caratinga enviou a seguinte nota: “O Departamento Imobiliário do Município não encontrou nenhum documento ligando o terreno em questão à Prefeitura de Caratinga. Segundo o que foi apurado até o momento, a compra da área não foi concluída e foi motivo de investigação da Câmara de Vereadores em 2009.”

A área em questão é polêmica, tendo em vista que em 2009 a Prefeitura de Caratinga havia tentado uma negociação da área, na gestão do ex-prefeito de Caratinga João Bosco Pessine Gonçalves. Neste mesmo ano, uma denúncia apontava que foi combinado com o proprietário, sem escritura pública, um valor de 726 mil reais, dividido em seis parcelas. Porém, após investigações, foi impetrada uma ação civil pública de improbidade administrativa, consistente em irregularidades na desapropriação amigável feita pelo município do imóvel para fins de construção de casas populares.

Na época foi informado que a liminar foi deferida em virtude de não ter havido negócio jurídico mediante escritura pública. Consta dos autos que o imóvel foi avaliado por valor muito superior ao valor de mercado. Além disso, foi destacado que as obras de infraestrutura que eram realizadas no local não foram licitadas. O caso segue em tramitação na Justiça.

Na semana passada, em nova visita ao local. Reveja: https://www.youtube.com/watch?v=1mJ0Jd6VpoY&t=182s. A área já estava sendo ocupada por algumas famílias. Segundo Sandra Cristina Lopes de Sousa, que tem feito um trabalho voluntário em auxiliar as pessoas que estão envolvidas nesta ocupação, desde a véspera do feriado de 7 de Setembro as famílias permanecem no local. Sandra reforçou que os ocupantes estão passando dia e noite no loteamento, todos unidos, aguardando um posicionamento e até mesmo a presença do prefeito de Caratinga para um diálogo.

De acordo com o Presidente da Associação dos Sem Casa de Caratinga, João Lourenço, será feito um cadastro socioeconômico pela associação para que seja feita uma triagem onde apenas as famílias carentes e em situação de vulnerabilidade social sejam contempladas.

Após uma nova solicitação, a assessoria de comunicação da Prefeitura de Caratinga enviou a seguinte nota: “A Prefeitura de Caratinga informa que após o período de inauguração e organização completa da UPA irá se reunir com as pessoas interessadas.” Ontem, os moradores protestaram em busca deste diálogo reunindo os poderes legislativo e executivo.

 

 

 

 




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