Postado por: Raquel Borsari em 06/set/2017 |

Aprovado relatório da CPI que investigou supostas irregularidades na compra de materiais de limpeza quando Serginho exercia o cargo de presidente da Câmara

CPI concluiu que o vereador afastado e a empresa licitada à época praticaram atos de improbidade administrativa

O relatório final foi lido pelo presidente da CPI, o vereador e secretário da Mesa Diretora da Câmara de Vereadores Johny Claudy. O presidente da CPI do Material de Limpeza terminou de ler o relatório por volta das 23h30. Após a leitura, o relatório foi colocado em Plenário para ser votado, durante a reunião desta terça-feira (06/09). A votação foi nominal, quando cada vereador tem que ir até a tribuna para declarar o seu voto. Os vereadores aprovaram por unanimidade o relatório e as providências concluídas pela Comissão Parlamentar de Inquérito.

O relatório da CPI foi aprovado por 14 votos. O vereador Diego Oliveira estava ausente à reunião e os vereadores Sebastião Inácio Guerra e Valter Cardoso de Paiva não tiveram direito a voto. Guerra por ser suplente e Valter por ser presidente do Poder Legislativo. A CPI investigou supostas irregularidades em licitação para a compra de materiais de limpeza, no ano de 2016, quando o vereador afastado Sérgio Antônio Condé (PTC), o Serginho, era presidente da Câmara. A CPI concluiu que o vereador afastado e a empresa licitada à época praticaram atos de improbidade administrativa.

Instalada pela Câmara em 16 de março deste ano, o pedido para a criação da CPI teve a assinatura de nove vereadores. A empresa alvo da investigação instaurada pela Câmara é a Golden Care Distribuidora Ltda.
O pedido de criação da CPI foi feito após serem constatados pagamentos exorbitantes de material de limpeza referentes a dezembro de 2016, que aparentava não condizer com o consumo real da Câmara.
Ainda segundo as denúncias, houve suspeitas de materiais de limpeza pagos e que supostamente não chegaram à Câmara. De acordo com o pedido para a instalação da CPI do Material de Limpeza, somente em dezembro do ano passado, foi pago um valor de R$ 19. 277,97 à empresa Golden Care. Esta foi uma das CPIs instalada pela Câmara que não ‘terminou em pizza’.

Afastamento

Atualmente, Serginho está afastado do cargo de vereador por determinação judicial. Ele responde a um processo por corrupção e concussão. Segundo a denúncia do Ministério Público (MP) aceita pela Justiça, nos anos de 2015 e de 2016, quando Sérgio era presidente da Câmara, ele teria exigido de forma indevida que os servidores comissionados entregassem todo o mês, parte de seus salários, como condição para continuarem no cargo. As vítimas entregariam a propina no gabinete do vereador. Os valores pagos pelas vítimas, conforme a denúncia, teriam chegado a R$ 15 mil. O processo tramita no fórum de Caratinga. O suplente Sebastião Inácio Guerra (PROS) tomou posse no lugar de Serginho em 02 de maio.




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