Postado por: Raquel Borsari em 31/ago/2017 |

Qual o destino de pacientes com o fechamento do Hospital? Prefeito de Caratinga se manifesta

Crise na saúde pública

A esperança de atendimento no setor da saúde tem sido a inauguração da Unidade de Pronto Atendimento 24 horas, a UPA. Segundo informações publicadas pela Prefeitura de Caratinga a pretensão é colocá-la para funcionar até o dia 14 de setembro. O espaço segue em obras. Ainda conforme a Prefeitura, a UPA irá funcionar de forma emergencial com a participação de todos os municípios no custeio. Segundo a publicação de reportagem no Portal do Município, atendimento na UPA e os outros hospitais serão pontos referenciados: “Hospital Nossa Senhora Auxiliadora dentro do perfil que ele determinar que vai atender os pacientes de alta complexidade, Bom Jesus do Galho e Inhapim, os pacientes de média complexidade para baixo”. Mas a partir desta quinta-feira, dia 31 de agosto, a unidade de saúde em Caratinga não integra mais este ponto de referência. Portas fechadas, sem atendimento, por falta de recursos. “Para ficar claro, o Hospital está fechado. Ninguém entra mais. Os que estão internados, saem. Entrar, não entra mais ninguém. A situação é essa. Se vocês tiverem um parente, sofrer um politraumatismo na BR 116, esqueçam o Hospital Nossa Senhora Auxiliadora. Não sei para onde vão levar. Só sei pra onde não vão trazer, é pra cá”, destacou Helbert Xavier, assessor jurídico do Hospital.

Em discussão, o futuro da saúde pública em Caratinga. Até que ponto a UPA irá sanar os problemas e realizar os atendimentos necessários? O assunto também entrou em pauta em discussão durante uma apresentação de membros da equipe técnica do Hospital. “Tentem fazer a UPA andar, mas existem leitos de retaguarda de urgência e emergência. Eu não sei se a UPA estará aparelhada para isso. Quem é que vai dar sobrevida para esta pessoa que vai ser atendida na UPA? Eu pergunto. Para onde vai?”, enfatizou o assessor.

O prefeito de Caratinga acredita que ainda há a possibilidade de uma negociação com o Hospital. “A atual administração não tem o mínimo de responsabilidade pelo o que o Hospital vem passando. Gerações administrativas anteriores, principalmente as duas ultimas que provocaram o déficit do Hospital de 4 para 34, 35 milhões de reais”, relatou o prefeito que havia acabado de chegar do Ministério Público em busca de viabilizar a reestruturação do Hospital.

Ainda segundo o prefeito, na região, tirando Ipatinga, Manhuaçu, Muriaé e Ponte Nova, o Hospital de Caratinga é o único que tem credenciamento para funcionar na faixa 2 de média e alta complexidade. “Estamos conversando para que os municípios façam um esforço sobrenatural para aumentar o custeio, com o compromisso do MP de buscar junto ao Governo Federal e Estadual para que a participação deles seja efetivada”.

A paralisação do atendimento já é uma realidade. Para onde levar os pacientes? Esta resposta ainda é uma incógnita. Indagado, o prefeito ainda acredita na possibilidade de reverter a situação. Os atendimentos de urgência e emergência, segundo o prefeito, serão realizados no Casu até a conclusão das obras da UPA, prevista para a primeira quinzena de setembro. Welington acredita que os médicos vão continuar a trabalhar no Hospital, dando um prazo de 30 dias para negociações.

 

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