Postado por: Raquel Borsari em 11/ago/2017 |

Conciliação medicamentosa: Consultórios farmacêuticos visam intermediar relação entre pacientes e médicos

Diretora do Conselho Regional de Farmácia de Minas Gerais fala sobre regulamentação de profissionais da área na atuação em farmácias clínicas

Orientar o paciente sobre como usar medicamentos prescritos; avaliar o conjunto de medicamentos usados quanto a dosagem, horário de consumo e possíveis interações; comunicar com outros profissionais da saúde que atendam o paciente para emitir parecer farmacêutico e discutir tratamentos de forma integrada; encaminhar o paciente a profissionais de saúde, conversar sobre sintomas e evolução da doença; caso necessário, pedir exames laboratoriais e a realização de medidas como as de pressão e temperatura; registrar ações em prontuário do paciente e até prescrever medicamentos que sejam isentos de prescrição médica. Estes são alguns dos atendimentos que podem ser feitos nos consultórios farmacêuticos que, desde 2014, existem em algumas farmácias do Brasil. No país, alguns destes estabelecimentos têm este espaço destinado ao atendimento personalizado do paciente pelo farmacêutico.
 
O conceito de consultório farmacêutico foi definido em duas portarias do Conselho Federal de Farmácia (CFF) publicadas em 2013 e a existência desse espaço é também apoiada pela Lei 13.021, de agosto de 2014, que dispõe sobre o exercício das atividades farmacêuticas. Segundo dados preliminares do Censo Demográfico Farmacêutico feito pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), já existem cerca 1.500 consultórios farmacêuticos em todo o país.
 
Segundo um levantamento feito pelo Conselho Federal de Farmácia sobre o perfil do farmacêutico no Brasil, publicado em 2015, 60,3% dos profissionais afirmaram que não dispõem de área reservada para atendimento individualizado dos pacientes nos estabelecimentos em que trabalham.
Mas a tendência é cada vez mais farmácias aderirem ao serviço, inclusive as grandes redes.
O atendimento personalizado pelo farmacêutico também busca prevenir os riscos da automedicação.
De acordo com a Diretora do Conselho regional de Farmácia de Minas Gerais, Gizele Leal, o farmacêutico clínico não veio para tomar o lugar do médico, mas para intermediar a relação entre pacientes e médicos. Ser um elo para agregar qualidade de vida ao paciente.
 
Outra situação recorrente é quando os pacientes têm de tomar medicamentos prescritos pelo médico, mas não sabem o horário correto e a quantidade que devem tomar.
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