Postado por: Raquel Borsari em 09/ago/2017 |

Família pede ajuda para custear tratamento de bebê que ficou com sequelas após meningite

Só o custo com suplemento alimentar chega a R$ 3.600 por mês e os últimos frascos doados para Maria Júlia duram apenas mais alguns dias

Sob o olhar preocupado de Maria de Lourdes, desespero de uma avó. O suplemento alimentar para nutrição especializada da neta está acabando. A família não tem condições de comprar e a última caixa doada só dura mais alguns dias. Cada frasco de 200 ml do produto da empresa Danone custa R$ 18,00. Maria Júlia, de 08 meses de vida, não consegue se alimentar pela boca e recebe a alimentação através de uma sonda gástrica abdominal.

 

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“É triste. Minha vontade é poder fazer tudo, mas é muito difícil. Chega uma hora que a gente fica com medo de faltar as coisas para ela. E, não pode faltar de jeito nenhum, porque ela é tudo para nós. O leite dela está acabando e é muito caro. Minha maior preocupação é com o leite dela. Somente com esse leite, não alimenta com mais nada. E se faltar esse leite, como é que faz? Enquanto não aparece uma ajuda eu estou desesperada”, disse a avó.

Vislaine Miranda, mãe da Maria Júlia, contou que a filha foi diagnosticada no Hospital Universitário de Taubaté, em São Paulo (SP), com meningite bacteriana, em março deste ano, quando ela tinha três meses de vida. Maria Júlia ficou internada na UTI Pediátrica e na Pediatria do hospital de SP por mais de 50 dias. Durante esse período de internação, ela também teve uma pneumonia.

A meningite causou sequelas em Maria Júlia, que passa a maior parte do tempo dormindo, devido ao efeito de medicamentos. Além disso, ela não consegue se sentar e necessita de um acompanhamento frequente de um médico e de um fisioterapeuta, o que Vislaine ainda não conseguiu, em Caratinga, por meio da rede pública municipal de saúde.

Além do suplemento alimentar, que a Maria Júlia tem que tomar de 3 em 3 horas, a bebê também faz uso de vários remédios. A caixa com 24 frascos do suplemento alimentar custa R$ 360,00 com desconto. Maria Júlia precisa de 240 frascos do produto por mês, um gasto de R$ 3.600,00. A família não tem condições de custear o tratamento

A avó de Maria Júlia também disse que já chegou a recorrer à Prefeitura de Caratinga para que o tratamento de saúde da neta seja custeado pelo município, mas até o momento, ela ainda não obteve nenhuma resposta. A família é moradora da Rua Eliane Tiola, 49, no bairro Esperança, em Caratinga. Quem quiser ajudar com doações para o tratamento de Maria Júlia pode telefonar para os números (33) 9 9803 – 2605 (Vislaine) e (33) 9 9994 – 4166 (Maria de Lourdes). A avó e a mãe de Maria de Júlia esperam contar com a solidariedade da população caratinguense.

 

Atualização da notícia (10/08) às 08h43 – Resposta da Prefeitura de Caratinga
 
A Prefeitura de Caratinga se manifestou sobre o caso na manhã desta quinta-feira (10/08), às 08h43. Leia na íntegra:
 
“Uma assistente social do NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família) visitou a família e fez um relatório da criança do dia 06/07 e constatou a necessidade do suplemento alimentar. Em seguida, requisitou os documentos pessoais da criança e da responsável, pois ambas não tem nenhum cadastro no PSF do bairro onde moram e não fazem nenhum tipo de acompanhamento (levaram a criança apenas para tomar vacinas). Quinze dias depois, a mãe entregou no PSF do bairro Esperança, apenas um laudo informando a necessidade do leite especial, e a mesma foi informada da necessidade da apresentação dos documentos. A mãe da criança ficou de providenciar tais documentos e até hoje não o fez. A Secretaria de Saúde necessita da documentação para fazer uma declaração e entregar para mãe entrar com pedido judicial e só então, conseguir o leite especial,pois devido o alto valor, o Município só pode comprá-lo através de ordem judicial”.




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