Postado por: Raquel Borsari em 07/out/2013 | 3 Comentários

Advogado entrará com recurso para manter posse da terra ao MSTI

“Nós precisamos dar o direito a essas famílias aqui, e vamos lutar por isso”, disse Mauro Bomfim

Saiu nesta quinta-feira (03/10), a decisão judicial para que os sem-teto desocupassem a área invadida. A liminar foi deferida pelo juiz da Comarca de Inhapim. Até momento, os membros do Movimento Sem-Teto de Inhapim, o MSTI, não teriam sido notificados para desocupar o local.

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Neste último sábado (05/10), os líderes do movimento convocaram uma reunião com a presença de Mauro Bomfim, advogado do MSTI, que vai entrar com recurso contra a decisão do juiz. Mauro disse que vai tentar derrubar a liminar para permitir a manutenção de posse da terra ao MSTI.

“Nós respeitamos o Poder Judiciário de Inhapim, mas entendemos que essa decisão foi equivocada. E nós vamos pedir ao Tribunal, que dê um ‘efeito suspensivo’ para revogar essa decisão, para garantir o direito dessas famílias ficaram aqui assentadas e fazerem a função social da terra, a função social da propriedade”, disse Mauro Bomfim.

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A reportagem do Super Canal também questionou o advogado, se o MSTI está agindo dentro da lei: “O movimento está rigorosamente dentro da leia. Aqui nós pregamos o direito, estamos na defesa do direito com tranquilidade, com serenidade. Não está havendo aqui baderna e nem bagunça, nada disso. Estamos na defesa do direito. No direito ameaçado, o direito que essas famílias têm de ocupar uma área improdutiva! Uma terra sem função social, por que não garantir o direito a essas famílias? O que está por trás disso? Nós precisamos dar o direito a essas famílias aqui, e vamos lutar por isso com toda garra junto ao Tribunal de Justiça”, afirmou o advogado do MSTI.

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Segundo o presidente do MSTI, cerca de 800 famílias já foram assentadas, após as invasões de terra, que começaram no último dia 28. Até a manhã deste sábado, lotes ainda eram demarcados por algumas famílias. O local é conhecido como Comunidade do Pão Duro. A intenção do MSTI é que futuramente o local se torne um bairro.

As terras invadidas ficam situadas nas proximidades do “Barracão do Produtor”, na BR – 116, em Inhapim. Afonso Cláudio Vieira, presidente do MSTI, e Rondineli Dias, vice-presidente do movimento, também pretendem lutar até a última instância para que todas as famílias assentadas ganhem o direito de continuar na propriedade.

“Em momento nenhum eu vou arredar o pé daqui. Eu estou aqui todo o dia acompanhando, vendo a situação de cada família que está aqui. Porque essas famílias que estão aqui, precisam sim, de um lugar para morar. Na verdade, infelizmente, na nossa cidade não tem uma política habitacional. Ninguém preocupa com o povo que paga aluguel. Esse é o motivo de criarmos essa invasão”, ressaltou Afonso.

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“A gente começou isso e não vamos deixar esse povo na mão não. A gente vai agarrar com força e mostrar para esse povo que essas áreas pertencem a eles”, declarou Rondineli.

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A propriedade alvo das invasões chegou a ser doada em determinada época, segundo os líderes do MSTI, para o Lar das Crianças, em Inhapim, mas hoje, a entidade já não existe mais. O presidente do MSTI também afirmou que existiriam várias irregularidades envolvendo as terras invadidas pelo movimento. “Diversas. Estamos acabando de fazer um apanhado para a gente apresentar ao Ministério Público. São muitas, inclusive, venda de terrenos. Tem terreno aqui embaixo que foi vendido em troca de duas vacas”, disse Afonso.

Salvo Roberto, de 59 anos, é uma das famílias assentadas e também declarou seu apoio a todos os membros do MSTI: “Então estou aqui para dar uma força para eles. Tudo que eles pedirem a gente, e pudermos fazer, nós vamos fazer”.

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