Postado por: Raquel Borsari em 09/jun/2017 |

Ronaldo da Milla, suplente do vereador Ronilson, toma posse semana que vem

Suplente será empossado quarta-feira às 10h no plenário da Câmara

Ronaldo da Milla (PSB), que obteve 825 votos, suplente do vereador licenciado e condenado pela Justiça, Ronilson Marcilio Alves (PTB), tomará posse na próxima quarta-feira (14), às 10h, conforme informado pela Câmara Municipal de Caratinga. Ronilson está licenciado desde o dia 14 de fevereiro, após ficar privado de liberdade.

A licença de 120 dias de Ronilson, que vence 14 de junho, está baseada no Regimento Interno da Câmara de Vereadores que diz que: “considera-se como licença o não comparecimento às reuniões de vereador privado, temporariamente, de sua liberdade, em virtude de processo criminal em curso”.

O vereador Ronilson foi condenado a 5 anos e 4 meses de reclusão em regime semiaberto por extorquir um padre, exigindo dinheiro para não divulgar um vídeo íntimo do religioso. Além de condená-lo, a Justiça determinou a perda do mandato de Ronilson, mas a decisão ainda cabe recurso.

Segundo a sentença, a conduta praticada pelo Ronilson é incompatível com o cargo por ele ocupado, o que gera uma grave violação de seu dever para com a administração pública, sendo imperiosa a decretação da perda do mandato. A Câmara de Caratinga abriu em 16 de maio uma Comissão Parlamentar Processante (CPP) para investigar Ronilson por quebra de decoro parlamentar.

Reeleito em 02 de outubro com 854 votos, sendo o quarto vereador mais votado, Ronilson tomou posse do cargo na Câmara em 03 de janeiro, quando chegou algemado e escoltado por agentes penitenciários. A cena do vereador preso sendo empossado repercutiu nacionalmente. Será o segundo suplente que toma posse nesta legislatura.

Em 02 de maio, o suplente Sebastião Inácio Guerra (PROS) tomou posse no lugar do vereador Sérgio Antônio Condé (PTC), afastado pela Justiça. Serginho foi denunciado pelo Ministério Público pelos crimes de corrupção passiva e concussão, nos anos de 2015 e de 2016, quando ele era presidente do Poder Legislativo.

De acordo com a denúncia, Serginho exigiu de forma indevida das vítimas (servidores ocupantes de cargos comissionados), que elas entregassem todo o mês, parte do salário delas ao vereador, como condição para continuarem no cargo comissionado.

A propina era entregue pessoalmente pelas vítimas no gabinete do vereador. Antes do afastamento de Serginho, o Legislativo também instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga denúncias de supostas irregularidades em licitação da Câmara de Caratinga, no ano de 2016, para a compra de produtos de limpeza, durante a gestão do ex-presidente e vereador Serginho.

 

 

 

 

 

 




Loading Facebook Comments ...
 





    

Banner-Super-Canal

anunciosantamonica150foto1 (1)