Postado por: Raquel Borsari em 09/maio/2017 |

Advogados de defesa dos réus condenados por extorsão vão recorrer da decisão

Acusados foram investigados na Operação 'Bolso Cheio' da Polícia Civil

A sentença foi proferida pelo juiz da 1ª Vara Criminal da Comarca de Caratinga, Consuelo Silveira Neto. Os quatro réus investigados na Operação ‘Bolso Cheio da Polícia Civil’ foram condenados por extorsão. Nesta segunda-feira (08), o jornalismo do Super Canal conversou com o advogado de defesa de dois dos quatro condenados. Dário Júnior defende o vereador Ronilson Marcílio Alves e Alessandro Augusto Teixeira Pinheiro.

“O vereador Ronilson Marcílio foi condenado a 5 anos e 4 meses de reclusão em regime semiaberto pelo crime de extorsão consumada. O Alessandro Teixeira recebeu uma pena de 3 anos e 6 meses e 20 dias pelo mesmo crime em regime aberto. A pena dele foi reduzida porque o juiz, acatando uma das teses da defesa, entendeu que o Alessandro teve uma participação de menor importância em todo esse episódio”, explicou Dário.

A Operação Bolso Cheio investigou e desarticulou uma suposta organização criminosa suspeita de chantagear um padre para que um vídeo íntimo da vítima não fosse divulgado. As investigações apontaram que os investigados teriam exigido inicialmente R$ 200 mil para não divulgar o conteúdo do vídeo. Na denúncia oferecida à Justiça, o Ministério Público acusou os réus pelos crimes de extorsão e organização criminosa. A Justiça absolveu os acusados do crime de organização criminosa.

“Desde o primeiro momento a defesa vinha argumentando isso, que não havia os elementos necessários para a configuração do delito de organização criminosa. Que é essa associação de quatro ou mais pessoas para a prática reiterada de crimes. No máximo ali, havia-se comprovado a intenção de praticar um crime. Isso afasta a organização criminosa. Então, essa argumentação foi levada ao juiz e ele entendeu dessa maneira. Por essa razão eles foram absolvidos desse crime. A sentença foi extremamente justa nesse ponto”, disse Dário.

A defesa de Ronilson e Alessandro vai recorrer da decisão que condenou os seus clientes. “A defesa inconformada com o ponto em que foi entendido que houve nesse caso, uma extorsão consumada, vai encaminhar, sim, o recurso de apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). A pretensão do recurso de apelação é a absolvição pelo crime de extorsão ou então, pelo menos, a desclassificação de extorsão consumada para extorsão tentada. O que diminuiria também a pena ainda mais”, ressaltou Dário.

Além de Ronilson e Alessandro, os outros dois envolvidos também foram condenados, conforme explica a repórter Carolina Mendes. Assim como Dário Júnior, o advogado de defesa de Bruno dos Anjos Freitas Rabelo e Giorge de Carvalho Lima, Max Capella, deixou claro também que não ficou caracterizada a organização criminosa, por isso os envolvidos foram absolvidos deste crime. Ele disse que os quatro receberam penas mínimas. Os dois clientes de Max também foram condenados a 5 anos e 4 meses por extorsão em regime semiaberto.

Max aguarda a publicação da sentença para ter acesso à fundamentação do juiz, ou seja, o que ele usou de argumentos para chegar a esta condenação de extorsão qualificada pelo concurso de pessoas, para tomar as decisões cabíveis. Capella complementou informando que agora pedirá o Habeas Corpus para que eles sejam soltos e aguardem o julgamento do recurso no Tribunal de Justiça em liberdade. O advogado ainda destacou que o fato do caso ter tido grande repercussão, exposição, pode ter prejudicado os trabalhos da defesa.




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