Postado por: Raquel Borsari em 05/abr/2017 |

Motoristas de vans escolares recorrem à Câmara após publicação de decreto municipal

Os motoristas de vans escolares têm até 180 dias para se adequarem às exigências do decreto municipal

Os motoristas de vans escolares têm até 180 dias para se adequarem às exigências do decreto municipal. O prazo já está correndo. O decreto, na forma de uma lei federal do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), assinado pelo prefeito Dr. Welington Moreira, foi publicado mês passado no Diário Oficial Eletrônico do Município de Caratinga. (Leia mais sobre o decreto: http://www.caratinga.mg.gov.br/abrir_arquivo.aspx…“ctb”).

O decreto trata sobre os serviços de transporte coletivo escolar voltado à locomoção de estudantes entre suas residências e os estabelecimentos de ensino dentro da cidade. Entre as exigências do decreto, não serão aceitos veículos com idade superior a 10 anos. Amilton Furtado de Miranda trabalha com o serviço de transporte escolar desde 2014 e disse que a publicação do decreto pegou todos os motoristas de vans escolares de surpresa.

“Porque a gente não tem condição no momento de trocar de veículo para se adequar a essa lei. Porque o vereador falou que a lei é federal, ela já existe há bastante tempo, mas infelizmente como é que vamos fazer. A crise que o país atravessa hoje, fazer uma dívida no montante de R$ 50 a R$ 70 mil, é muito difícil. Tem que ter um prazo suficiente. Eles falam em 180 dias, mas é muito pouco, apenas seis meses. Então, fica inviável”, disse Amilton.

O decreto do transporte escolar já havia sido discutido pela Câmara de Vereadores e voltou à pauta de discussões do plenário nesta terça-feira (05/04). Os motoristas de vans escolares recorreram à Câmara e participaram da reunião desta terça em busca de apoio. “A gente espera um prazo maior. Tentar conversar e ver se o prefeito nos recebe, para negociar com ele um prazo maior. Um diálogo com o Executivo para ver o que pode ser feito”, completou Amilton.

“O decreto me preocupa pelo seguinte: eles estão colocando esse prazo para a gente, apenas seis meses para se adequar, e o que acontece, o Brasil está em crise. Mesmo que a gente quiser, agora, não tem como irmos lá e financiar um carro que custa em média R$ 80 mil. Automaticamente, o banco está travando, ele vai segurar. Então, a gente não vai conseguir se adequar. Se a lei for para todos nós que somos autônomos e para os que prestam serviço para a prefeitura também, temos que trocar pelo menos 80% da frota de Caratinga. O ‘escolar’ não tem essa renda para que todos façam essa troca que estão exigindo”, disse Rafael Inácio.

Durante a reunião, a discussão sobre o decreto do transporte escolar foi levantada em plenário pelo vereador Rômulo Fabrício Costa, o Rominho. O vereador Rominho, mais uma vez, demonstrou preocupação com os motoristas de vans escolares. Rominho sugeriu a abertura de um diálogo entre o governo municipal e esses trabalhadores. O vereador e vice-presidente da Câmara, Diego Oliveira, também comentou sobre o referido decreto na tribuna. Diego se colocou à disposição para abrir um diálogo entre as partes.

 

 

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